15/10/2007

Mario Gómez

Time - Sttutgart, da Alemanha

A seleção alemã não é mais a mesma. Diversos jovens jogadores começaram a aparecer na gestão Jürgen Klinsmann, mas não tinham muito espaço. Hoje com Joachim Löw estão encontrando grande espaço. Se o primeiro grande nome dessa reestruturação da seleção alemã foi Lukas Podolski, que acabou em uma transação milionária indo para o Bayern de Munique, o nome da vez está denovo no ataque: Mario Gómez.

O nome não é alemão, é latino, mas é possível apostar que estas raízes vão trazer algo a mais para a seleção alemã do que Kevin Kuranyi, brasileiro naturalizado alemão. Gómez, com impressionantes 21 anos e 1 metro e 89 centímetros, pode ser a aposta definitiva para ser o titular da camisa 9 alemã. Mesmo tendo destaque no mesmo time que o brasileiro/alemão Kevin Kuranyi explodiu, o Sttutgart, Gómez tem algo a mais a oferecer do que os 14 gols em 25 rodadas na sua participação pela Bundesliga de 2006/7.

Em um time que conta com meias chutadores, como Ballack e Schweinsteiger, por exemplo, o selecionado alemão sentia a falta de um pivô como o de futebol de salão. Essa é uma função interessante que Gómez pode fazer, e fazer melhor do que Klose, até então o dono da posição.

Gómez, que também tem nacionalidade espanhola por ser filho de pai espanhol com mãe alemã, teve uma estréia sensacional pela seleção alemã. Na partida contra a Suíça, em fevereiro de 2007, o jovem artilehiro marcou o segundo gol do time na vitória por 3 a 1. Em sua segunda participação pelo selecionado alemão, entrou substituindo Kevin Kuranyi e anotou dois tentos. Tratava-se da partida classificatória para a Euro-2008, contra San Marino.

Bastante forte, o camisa 33, do Sttutgart, também tem habilidade e pode encontrar espaços, através de sua ótima movimentação, na defesa adversária, tanto no ombro-a-ombro, característica fundamental de quem quer ser centro-avante na Bundesliga, quanto para aproveitar buracos na defesa. Tais características são tão raras no futebol mundial que, em fóruns de discussão espanhóis, os pobres torcedores furiosos clamavam pelo que poderia ser um novo centro-avante e esperança de gols na Fúria, além de um volante marcador e sem frugalidades como Gonzalo Castro, alemão, mas também com nacionalidade espanhola.

Fica a dúvida sobre a saúde de Gómez, muito além das lendas urbanas levantadas sobre seu homônimo brasileiro. A lesão que o tirou de boa parte da Bundesliga preocupa, especialmente por que o estilo de jogo dele é altamente físico. Estaremos presenciando o nascimento de mais uma estrela? É esperar para ver.